Mundo Trânsito » Curiosidades http://mundotransito.com.br Sat, 08 Feb 2014 13:45:19 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.5.1 Por quê os vidros dos veículos embaçam em dias de chuva ou frio? http://mundotransito.com.br/index.php/2013/11/06/por-que-os-vidros-dos-veiculos-embacam-em-dias-de-chuva-ou-frio/ http://mundotransito.com.br/index.php/2013/11/06/por-que-os-vidros-dos-veiculos-embacam-em-dias-de-chuva-ou-frio/#comments Wed, 06 Nov 2013 22:47:04 +0000 admin http://mundotransito.com.br/?p=3248 Por que os vidros do veículo embaçam em dias chuvosos?

Por que os vidros do veículo embaçam em dias chuvosos?

Quando o assunto é o embaçamento dos vidros dos veículos, a cena é rotineira para milhares de motoristas que dirigem sob chuva ou frio intenso. Ao sair de casa, o motorista percebe que o vidro do parabrisa embaça repentinamente. Mas afinal por que ocorre este fenômeno principalmente em dias chuvosos? O embaçamento dos vidros do veículo transforma uma superfície transparente em translúcida. A superfície translúcida interfere na visão no que há à frente. Isto ocorre pela diferença de temperatura entre o meio interno e externo. As moléculas de água expelidas pela respiração, ou pelo suor do corpo, que se encontram vaporizadas no interior do carro, são condensadas sobre a superfície dos vidros em razão da diferença de temperatura. Em razão disto, as moléculas da água vaporizada quando em contato com o vidro gelado, são condensadas e acabam se agregando ao vidro, tornando-o translúcido.

Para resolver o problema, o condutor precisa modificar a composição do ar do automóvel, com a retirada das partículas de água presentes no interior do veículo. Pode-se simplesmente utilizar os desembaçadores instalados nos vidros traseiros do veículo, que consistem em filetes eletrônicos que esquentam e absorvem a umidade presente no vidro. Outro ponto importante se refere à limpeza dos vidros. Muitas vezes a sujeira acumulada nos vidros e imperceptível em tempo bom, se manifesta em dias úmidos. Manter a limpeza dos vidros é imprescindível. A limpeza consiste na utilização de um pano macio, sabão neutro e água. O condutor deve espalhar a solução nas superfícies externa e interna dos vidros. Deve também utilizar um jornal para secar as janelas e finalizar com um pano absorvente. Nada de passar a mão no parabrisa. A gordura presente nas mãos só compromete a visibilidade.

A utilização do ar condicionado é considerada a opção mais eficaz, pois além de equalizar temperatura interna com a externa, o ar-condicionado  retira o a umidade presente no ar do interior do veículo. O grande problema na utilização do ar condicionado está na queda abrupta da temperatura interna. Para resolver este problema o condutor pode utilizar simultaneamente o ar condicionado e o ar quente. A temperatura interna fica amena e o ar permanece seco. Aos condutores que não possuem o ar condicionado, vale a primeira dica, sempre manter os vidros limpos. E no primeiro sinal de embaçamento, acionar o ar frio e dispor de uma flanela que não solte fiapos para realizar o desembaçamento do vidro.

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A placa de contra-mão na década de 1940 http://mundotransito.com.br/index.php/2013/08/21/a-placa-de-contra-mao-na-decada-de-1940/ http://mundotransito.com.br/index.php/2013/08/21/a-placa-de-contra-mao-na-decada-de-1940/#comments Wed, 21 Aug 2013 13:10:43 +0000 admin http://mundotransito.com.br/?p=3199 Placa de contra-mão na década de 1940

Placa de contra-mão na década de 1940

A imagem acima retrata o cotidiano das ruas de São Paulo, na década de 1940 e destaca um detalhe interessante: como eram nossas placas de sinalização naquele tempo. Observe a seta e confira uma placa de sinalização de contra-mão,  na esquina da ladeira Porto Geral com a rua 25 de Março. A imagem faz parte do acervo da  fotógrafa Hildegard Rosenthal, uma das pioneiras do fotojornalismo brasileiro, que registrou paisagens e cenas urbanas em diversas cidades de sua época. O artigo original foi publicado no site http://www.sinaldetransito.com.br/curiosidades_foto.php?IDcuriosidade=103&alt=. Imperdível!

 

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As incríveis estradas do mundo – parte 2 http://mundotransito.com.br/index.php/2013/05/28/as-incriveis-estradas-do-mundo-parte-2/ http://mundotransito.com.br/index.php/2013/05/28/as-incriveis-estradas-do-mundo-parte-2/#comments Tue, 28 May 2013 23:14:26 +0000 admin http://mundotransito.com.br/?p=3001  

Dando prosseguimento ao nosso artigo sobre as mais incríveis estradas do mundo, conferimos agora outras impressionantes rodovias, nos mais variados cantos do planeta que, seja por sua beleza ou traçado único, nos deixam de boca aberta e uma sensação de friozinho na barriga. Acompanhe abaixo outros exemplos de estradas espetaculares:

 

Itália - Passo Delo Stelvio

Itália – Passo Delo Stelvio

Itália – Passo Delo Stelvio
Considerada uma das estradas mais altas dos Alpes Orientais (configuração italiana das montanhas dos Alpes, ao norte do país. Segundo estudiosos italianos, os Alpes, na Itália, são divididos em Alpes Ocidentais, Alpes Centrais e Alpes Orientais ). Construída em 1820 a estrada possui cerca de 60 curvas com paisagens impressionantes. A Passo Dello Setelvio liga a região de Valtellina Merano, nos Alpes italianos, a Bolzano, perto da fronteira suíça.

 

Japão – Kawazu Loop Bridge

Japão – Kawazu Loop Bridge

Japão – Kawazu Loop Bridge
Esta estrada se destaca pela engenhosidade humana ao vencer obstáculos naturais quase instransponíveis. A construção é um exemplo de como criar uma ligação entre uma montanha e outra, quando um dos lados da montanha é tão íngreme que impossibilita a construção de uma estrada de acesso. A ponte foi construída em 1982 e liga Tóquio às estâncias termais de Izu. A limitação de velocidade na ponte, cerca de 30 Km/h, foi decretada por medida de segurança, fato que também propicia ao condutor se maravilhar com a paisagem proporcionada pela natureza.

 

 

França – Col de Turini

França – Col de Turini

França – Col de Turini
Situada perto Sospel, entre os municípios de Moulinet e La Bollène-Vésubie no Arrondissement de Nice, a Col de Turini é uma estrada sinuosa nos Alpes Franceses composta por 34 curvas desafiadoras e trechos de retas longas. É trecho de montanha que está o charme, exuberância da natureza e desafio desta estrada. A Col de Turini faz parte de uma fase de 20 km do Rally de Monte Carlo.

 

 

Noruega – Atlanterhavsvein

Noruega – Atlanterhavsvein

Noruega – Atlanterhavsvein
A Estrada do Atlântico  é considerada uma das mais espetaculares rodovias do planeta. O que chama a atenção desta estrada, que liga a costa continental da Noruega, saltando de ilha em ilha até chegar a cidade de Molde, em um percurso fantástico através de pontes que se retorcem sobre o mar, é sua imensurável beleza. A construção da estrada começou em 1983 e foi marcada pela inesquecível luta do homem contra os elementos da natureza. Já foi tema de artigo em Mundo Trânsito. Clique aqui.

 

 

Brasil – Petrópolis-Sana

Brasil – Petrópolis-Sana

Brasil – Petrópolis-Sana
A BR 495, ou estrada das Hortências, é considerada uma das mais belas rodovias do Brasil. A rodovia liga Teresópolis a Petrópolis, chegando também a outras localidades, como o lugarejo Sana, na Serra de Macaé. O percurso é realizado de Petrópolis até Sana, com destaque para o trecho entre Itaipava e Teresópolis, de onde se pode avistar, além de muitos vales e montanhas, a Serra dos Órgãos.

 

 

Bolívia – Camino a Los Yungas

Bolívia – Camino a Los Yungas

Bolívia – Camino a Los Yungas
Conhecida como Estrada da Morte, o Camino a Los Yungas possui 70 km de extensão e liga La Paz a Corioco. Apresenta um clima tropical bem peculiar com chuva e muita neblina, mas o principal destque desta estrada está na falta de espaço e segurança para dirigir, fato que já contribui para a morte de 300 pessoas anualmente.

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As incríveis estradas do mundo – parte 1 http://mundotransito.com.br/index.php/2013/04/29/as-incriveis-estradas-do-mundo-parte-1/ http://mundotransito.com.br/index.php/2013/04/29/as-incriveis-estradas-do-mundo-parte-1/#comments Mon, 29 Apr 2013 19:45:29 +0000 admin http://mundotransito.com.br/?p=2863 As incríveis estradas do mundo

As incríveis estradas do mundo

Nesta série especial de “Curiosidades”, vamos conhecer algumas das mais incríveis estradas do mundo. Seja pela beleza de suas paisagens ou ainda pelo perigo presente em suas curvas sinuosas, podemos encontrar algumas das mais fascinantes estradas de rodagem, em países como Emirados Árabes, Japão, Bolívia e até no Brasil. Acompanhe abaixo alguns exemplos e tente imaginar trafegando por estas estradas impressionantes.

 

Chesapeake Bay Bridge-Tunnel

Chesapeake Bay Bridge-Tunnel

Estados Unidos – Chesapeake Bay Bridge-Tunnel
A Chesapeake Bay Bridge-Tunnel (CBBT) tem 37 km de comprimento, situada na foz da Baía de Chesapeake. A ponte liga a Península Delmarva, na costa leste da Virgínia com Virginia Beach e a região metropolitana de Hampton Roads, Virginia.  A ponte-túnel foi inaugurada em 15 de abril de 1964.

 

Jebel Hafeet Mountain Road

Jebel Hafeet Mountain Road

Emirados Árabes – Jebel Hafeet
A estrada Jebel Hafeet Mountain Road, nos Emirados Árabes Unidos, é uma das mais fantásticas estradas para se dirigir no mundo. A Jebel Hafeet Mountain Road se estende por 11,7 km até a montanha, subindo 1.219 metros, com 60 curvas e uma superfície tão lisa como uma pista de corrida. Ela oferece uma impressionante vista da região. Em seu topo é possível parar em um estacionamento e curtir a paisagem.

 

 Iroha-Zaka

Iroha-Zaka

Japão – Iroha-Zaka
Belíssima e impressionante estrada japonesa ligando as regiões de Nikko e Oku-Nikko, no Japão. A Iroha-Zaka conta com 48 curvas sinuosas, que representam o alfabeto japonês, denominadas dai ichi Iroha-zaka, a estrada de subida e, dai ni Iroha-zaka, a estrada de descida. A estrada oferece belíssimas paisagens das montanhas e da vegetação da região.

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Por quê em alguns países se dirige pela esquerda? http://mundotransito.com.br/index.php/2013/04/01/por-que-em-alguns-paises-de-dirige-pela-esquerda/ http://mundotransito.com.br/index.php/2013/04/01/por-que-em-alguns-paises-de-dirige-pela-esquerda/#comments Mon, 01 Apr 2013 12:13:46 +0000 admin http://mundotransito.com.br/?p=2375

A maioria dos países do mundo utiliza como convenção de trânsito a mão direita para tráfego de veículos. Podemos observar que países como Estados Unidos, França, Itália, Argentina e Brasil, como exemplos, adotam esta padronização de sinais de trânsito e sentidos de direção. Apesar de haverem convenções de trânsito, como a Convenção de Viena, de 1968, das Nações Unidas, para que haja uma similaridade de processos entre a maioria dos países, algumas nações não adotam esta padronização, como é o exemplo da Inglaterra e de todas as nações que sofreram sua influência colonial, como Austrália, países do Reino Unido, África do Sul e até a Índia.

O que muitos não sabem é que a “mão esquerda” é um costume mais antigo que o adotado atualmente e somente sofreu modificações para o formato atual em virtude de pressões políticas e culturais, fruto da rivalidade entre algumas nações. A origem da mão esquerda remonta aos tempos medievais quando a circulação de trânsito era realizada montada a cavalos e carruagens. Utilizava-se a mão esquerda, principalmente quando montado a cavalos, para que a mão direita, ou mão forte, estivesse livre para empunhar uma espada. Afinal, vivia-se um tempo de cavaleiros medievais e suas românticas armaduras de batalha.

Em meados de 1300, o papa Bonifácio VIII determinou que todos os peregrinos com destino a Roma deveriam manter o lado esquerda das vias, com objetivo de disciplinar e organizar o fluxo de trânsito até a cidade eterna. No século XVIII, Napoleão Bonaparte resolveu inverter tudo. Acredita-se que o motivo para esta inversão se refere ao fato do líder francês ser canhoto. Outros motivos relevantes podem ter sido a facilidade de identificação das tropas inimigas à distância e a rivalidade com o Império Britânico, a maior potência militar da época. As nações dominadas pelo poderio francês aderiram ao novo modelo de trânsito, entretanto, a Inglaterra permaneceu fiel ao sistema medieval.

A partir desta época a rivalidade política e cultural foi o fator determinante para a adoção de diferentes formatos de tráfego. Os Estados Unidos, antiga colônia britânica, adotaram o modelo francês com objetivo de desfazer qualquer laço cultural ou político com o colonizador. Com o tempo, a forte influência americana na economia mundial consolidou a mão direita como padrão oficial na maioria dos países do planeta. No Brasil, a circulação pelo lado direito é realizada desde 1928. Antes desta data, alguns estados chegaram a adotar a circulação pela esquerda. Podemos dizer que, em virtude de influências culturais, políticas e suas rivalidades históricas, existem atualmente duas mãos de direção distintas: a mão francesa, com sentido de circulação pelo lado direito e a mão inglesa, com sentido inverso, pelo lado esquerdo.

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O carro movido à água http://mundotransito.com.br/index.php/2013/02/01/o-carro-movido-a-agua/ http://mundotransito.com.br/index.php/2013/02/01/o-carro-movido-a-agua/#comments Fri, 01 Feb 2013 23:43:30 +0000 admin http://mundotransito.com.br/?p=2349

De tempos em tempos um antigo sonho de milhões de motoristas espalhados por todo o planeta, preocupados com o alto custo dos combustíveis, sempre ganha força e torna-se o centro das atenções no mundo automotivo: um veículo que se movimente com energia barata e de baixo impacto ambiental.  O assunto da vez se refere ao veículo movido à água e ganhou projeção nas mãos de um cientista paquistanês que, em setembro de 2012, jurou ter inventado um veículo que se locomove tendo como “combustível” a água.

O engenheiro paquistanês Agha Waqar Ahmed virou uma herói em seu país ao afirmar ter feito uma descoberta que poderia acabar com a dependência mundial de petróleo através da utilização de motores que funcionam a base de água. De acordo com a revista Time, Ahmed teria demonstrado seu invento para uma plateia de mais de 100 oficiais do governo, engenheiros e jornalistas, na capital Islamabad. Segundo Ahmed, a água ativaria o motor de um veículo através do processo de eletrólise, pelo qual uma corrente da bateria passa através da água destilada, cheia de eletrólitos, separando o hidrogênio do oxigênio. Neste caso, o hidrogênio isolado seria o responsável pelo acionamento do motor. O anúncio do invento foi recebido com desconfiança pela comunidade científica mundial, pois segundo os cientistas, seu funcionamento contraria as leis da física. A energia usada para separar o hidrogênio da água seria a mesma ou até maior do que a que chegaria ao motor tornando inverossímeis as afirmações de Agha.

Casos de fraude que ganharam repercussão no mundo
A eterna busca por inventos que propiciem o funcionamento de motores com produtos baratos e abundantes na natureza sempre causou fascínio entre inúmeros cientistas espalhados pelo mundo. Este fascínio gerou um incontável número de casos de fraudes que ganharam repercussão mundial. Um exemplo clássico na história automotiva ocorreu em 1916, nos Estados Unidos, quando Louis Enricht anunciou que havia desenvolvido um composto barato que, quando adicionado à água, poderia mover um veículo. Sua demonstração ocorreu em Long Island e parecia um truque de mágica. Enricht pediu que jornalistas examinassem o carro em busca de tanques adicionais, depois que trouxessem um balde de água.

No balde ele adicionou uma substância esverdeada, e depois despejou a água e a solução no carro. O carro funcionou com a mistura, exalando um aroma de amêndoas pelo escapamento. Seu invento logo ganhou repercussão e chamou a atenção de Henry Ford, um dos maiores empresários do setor automotivo americano. Logo a farsa foi descoberta. Suas demonstrações utilizavam acetileno. A combinação acetileno e água são capazes de mover um motor de combustão, mas gera acentuada corrosão e desgaste do motor. Enricht foi condenado por estelionato e passou sete anos na cadeia.

O invento de Minnesota (EUA)
Em 2006, cientistas da Universidade de Minnesota (EUA) dizem ter criado um motor capaz de se locomover apenas com água e um elemento químico chamado Boro. O mineral tem o poder de quebrar o H2O, liberando hidrogênio puro a partir da água que você põe no tanque. O boro, neste processo químico, se desgasta rápido, mas segundo Tareq Abu-Hamed, líder do grupo que desenvolve o projeto, pode ser reciclado infinitas vezes e voltar para o motor refazendo o processo. O invento de Minnesota tem amparo científico, pois o boro pode converter H2O em hidrogênio para o motor. Segundo a pesquisa, a água vai do tanque para um reservatório cheio de boro em pó. Esse elemento tem a capacidade natural de “sugar” o oxigênio da água. O hidrogênio vai para o motor, onde pode ser queimado como se fosse gasolina ou virar fonte de energia elétrica. No interior do motor, o hidrogênio se combina com o oxigênio do ar produzindo energia. O resultado desta energia é a geração de água que acaba saindo pelo escapamento em forma de vapor. Conforme o boro vai tragando oxigênio da água, ele se transforma em óxido de boro. Na produção de hidrogênio, cada 45 litros de água podem consumir até 18 quilos do minério. O projeto ainda é experimental e vai demorar algum tempo para ser testado em escala industrial.

O invento japonês
Em 2008, uma empresa japonesa, a Genepax, anunciou o desenvolvimento do primeiro veículo movido à água. Segundo a empresa, o protótipo H2O Power funciona totalmente a água e a ar. A Genepax explicou as tecnologias utilizadas no seu novo sistemas de células de combustível, que utiliza a água como fonte de energia. O sistema gera energia através do fornecimento da água e do ar para o ar, produzindo hidrogênio. O combustível passa por eletrodos, que contém um material capaz de discriminar a água em hidrogênio e oxigênio através de uma reação química. O anúncio, de acordo com o site oficial da empresa, vai revolucionar a indústria automotiva com veículos capazes de se locomoverem por uma hora, a uma velocidade de até 50 Km/h, com apenas 1 litro de água. A comunidade científica recebeu a notícia com enorme desconfiança, pois o projeto não foi plenamente aberto aos cientistas deixando dúvidas acerca do funcionamento da invenção.

Apesar da desconfiança geral acerca do assunto, acreditar que um dia um motor pode funcionar com água desperta fascínio em todos e mobiliza cientistas na busca de respostas que possam proporcionar mais conforto e economia, além contribuir com a diminuição da emissão de gases tóxicos ao homem e ao meio ambiente. Talvez demore um pouco para que estas questões tenham sua resolução, mas em se tratando da engenhosidade humana que, em 50 anos, conseguiu ir até a lua ou obter avanços impressionantes na área da medicina, a descoberta de fontes limpas e baratas de energia é questão de tempo.

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A curiosa história de Américo Fontenelle http://mundotransito.com.br/index.php/2012/08/31/a-curiosa-historia-de-americo-fontenelle/ http://mundotransito.com.br/index.php/2012/08/31/a-curiosa-historia-de-americo-fontenelle/#comments Sat, 01 Sep 2012 02:23:06 +0000 admin http://mundotransito.com.br/?p=2050 O trânsito paulistano, com seus intermináveis e caóticos congestionamentos, apresentava, há 50 anos, alguns problemas bastante peculiares, que muito se assemelhavam aos aborrecimentos atuais. Na década de 1960, São Paulo apresentava ruas e avenidas com sentidos de circulação confusos, semáforos desregulados ou inoperantes, sinalização precária e falta de estrutura do sistema viário, algo similar aos tempos atuais, mesmo considerando que na época a metrópole contava com uma frota de pouco mais de 300 mil veículos.

O caos imperava pelas ruas de São Paulo e, preocupado com estes problemas o então governador Abreu Sodré recrutou o coronel Américo Fontenelle, antigo diretor do DETRAN do Rio de Janeiro e responsável pela organização do sistema de trânsito da capital fluminense. Conhecido pelo temperamento intempestivo e pela truculência em suas ações Fontenelle logo mostrou a que veio e saiu às ruas para disciplinar o trânsito paulistano.

Seus 58 dias no cargo revolucionaram e colocaram ordem no trânsito da cidade. Fontenelle estabeleceu novas regras e horários para as operações de carga e descarga de caminhões, criou bolsões de estacionamentos e rotatórias. Sua atuação logo chamou a atenção da mídia. O jornalista e radialista Afanásio Jazadji elogiou sua atuação, no Repórter Diário:

“O Coronel Fontenelle montou sua equipe e começou a trabalhar, localizando o engarrafamento em São Paulo em dois pontos: 1 – estacionamento desordenado nas principais ruas; e 2 – carga e descarga o dia todo, durante 24 horas, impedindo os carros de se locomoverem.

“Atacou logo os dois pontos com total sucesso, criando ‘bolsões’ e também ‘rotatórias’. Proibiu carga e descarga em toda a cidade, a não ser de meia-noite às 6 da manhã.

”Suas medidas radicais colocaram o trânsito no seu devido lugar. (…) Suas medidas atingiram os maiores empresários do setor de transportes, que com caminhões congestionavam praticamente o dia inteiro a região do Mercado Central, espalhando a paralisação por todo o centro e bairros adjacentes.

”Fontenelle mandava rebocar até mesmo o carro de vereadores e deputados que atravancavam tudo.”

Mas apesar do sucesso inicial de seus trabalhos por que Fontenelle ficou tão pouco tempo no cargo? Conhecido pelo seu temperamento explosivo, Fontenelle saía às ruas e furava os pneus dos carros estacionados irregularmente, o que causava ira nos paulistanos da época. Homem extremamente disciplinador, Fontenelle não aceitava que suas ideias fossem questionadas e ou desobedecidas.  Outro ponto fundamental na sua queda foi a briga com os políticos que não tinham privilégios no trânsito da cidade.

Mas a implantação simultânea e apressada de vários projetos de grande porte não poderia ser bem sucedida, mesmo considerando-se que eram corretos para a época. Enormes congestionamentos se formaram, os itinerários tradicionais das pessoas foram bloqueados do dia para a noite e não houve a divulgação adequada para as pessoas se informarem sobre os novos caminhos.

Mas o que realmente pode ter contribuído para a demissão de Fontenelle foi sua decisão de mudar a estação rodoviária de São Paulo, antes localizada no centro da cidade e responsável pelo travamento do trânsito. Um dos donos da rodoviária era também um dos fundadores da Folha da Manhã, hoje Folha de São Paulo. Em pouco tempo os jornais disponibilizavam folhas e folhas de críticas ao trabalho de Fontenelle. Estas críticas logo chegaram ao governador, que pressionado acabou demitindo Fontenelle.

Américo Fontenelle morreu enquanto dava entrevista no programa Advogado do Diabo, onde quando defendia-se das acusações que eram feitas contra ele, foi fulminado por um ataque cardíaco. O coronel de 46 anos tombou a cabeça na mesa, já sem vida, na frente das câmeras. Como legado de seu trabalho, até hoje as modificações criadas por Fontenelle estão presentes no sistema viário de São Paulo. A Rótula, Contra-Rótula juntamente com os eixos radiais e diametrais, bem como a concepção da circulação nos bairros citados permanecem fiéis. O mais espantoso de tudo isso é que os feitos deste coronel marrento foram realizados numa época em que os ensinamentos da Engenharia de Trânsito eram completamente desconhecidos no Brasil.

Fonte:

http://www.sinaldetransito.com.br

http://cafehistoria.ning.com

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Veículos que marcaram época – MB 1111 (1113) http://mundotransito.com.br/index.php/2012/04/05/veiculos-que-marcaram-epoca-mb-1111-1113/ http://mundotransito.com.br/index.php/2012/04/05/veiculos-que-marcaram-epoca-mb-1111-1113/#comments Thu, 05 Apr 2012 11:37:34 +0000 admin http://mundotransito.com.br/?p=1892

Um dos veículos de cargas mais populares da história do Brasil, o Mercedes-Benz 1111, teve sua fabricação iniciada em terras tupiniquins no de 1964, alcançando um patamar de vendas de mais de 200 mil caminhões fabricados, incluindo sua versão 1113. Este patamar de vendas é considerado um verdadeiro sucesso, se comparado aos demais veículos de carga do setor. Os lançamentos do MB 1111, na década de 60 e do MB 1113, no início da década de 70, alavancaram a marca Mercedes-Benz no mercado brasileiro como sinônimo de confiança, estabilidade e baixo custo de manutenção sendo os modelos mais vendidos naquela época e batizados carinhosamente pelos caminhoneiros como os fuscas das estradas.

Sua cabine semi-avançada trouxe novidades no mercado da época e logo conquistou a preferência dos consumidores com a promessa de estabilidade, durabilidade e baixo custo de manutenção. Com o sucesso do MB 1111, a Mercedes lançou, ao longo da década de 1970 e 1980, as versões 1113, 1313, 1513 e 2013 que utilizavam a mesma cabine, diferenciando-se uns dos outros na capacidade de tração do motor e de transporte de carga. A Mercedes-Benz atingiu um nível de excelência na fabricação de caminhões graças aos seus modelos 1111 e 1113, além de suas versões futuras o que faz da MB pioneira na fabricação de veículos de cargas que ofereçam confiança e durabilidade. O sucesso brasileiro refletiu em países como Estados Unidos, Paraguai, Chile e Uruguai onde mais de 12 mil caminhões foram exportados.

O anuncio do encerramento da fabricação das versões, no final da década de 1980, colocou um ponto final na história de um dos modelos de caminhões mais populares do Brasil, mas que ainda hoje é visto rodando pelas principais estradas brasileiras. Desde sua primeira versão, com seus faróis arredondados até a última versão, já no modelo cara-preta, com faróis quadrados, foram quase vinte anos de história. Acredita-se que mais de 150 mil modelos ainda estejam rodando pelo Brasil. Uma história que custa a desaparecer das estradas, provando que economia e confiabilidade podem andar juntas.

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O semáforo antigo e o moderno http://mundotransito.com.br/index.php/2012/03/26/o-semaforo-antigo-e-o-moderno/ http://mundotransito.com.br/index.php/2012/03/26/o-semaforo-antigo-e-o-moderno/#comments Mon, 26 Mar 2012 14:32:12 +0000 admin http://mundotransito.com.br/?p=1790

A imagem do policial operando um semáforo, na década de 1940, no cruzamento da Avenida São João com a Rua Líbero Badaró nos revela uma faceta curiosa da gestão de tráfego na São Paulo do século passado. A imagem acima, da fotógrafa Hildegard Rosenthal, uma das pioneiras do fotojornalismo brasileiro, que registrou paisagens e cenas urbanas de diversas cidades, mostra o agente operando um semáforo de dois focos (não havia o sinal amarelo) em uma época em que o trânsito ainda não era problema, a tecnologia apenas engatinhava e São Paulo ainda não possuía o status de metrópole.

O contraponto entre o antigo e o moderno está traduzido na metrópole dos dias atuais. Os semáforos considerados modernos, instalados pelas ruas e avenidas da capital paulista, apresentam constantes problemas técnicos e em diversas situações, são inoperantes causando perigo e aumentando o caos urbano. A tecnologia, neste caso, perde para a simplicidade.

Imagem: http://www.sinaldetransito.com.br/curiosidades_foto.php?IDcuriosidade=104&alt=

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Veículos que marcaram época: MB 608 (710) http://mundotransito.com.br/index.php/2012/02/27/veiculos-que-marcaram-epoca-mb-608-710/ http://mundotransito.com.br/index.php/2012/02/27/veiculos-que-marcaram-epoca-mb-608-710/#comments Mon, 27 Feb 2012 13:58:25 +0000 admin http://mundotransito.com.br/?p=1622

O ano de 2012 marca o aniversário de 40 anos de um pequeno notável do transporte de cargas no Brasil, o Mercedes Benz 608. Mas infelizmente os apaixonados por este pequeno caminhão terão pouco ao que comemorar, pois a Mercedes já anunciou a descontinuidade da fabricação do caminhão, atualmente fabricado na versão 710. O MB 608 deixa um legado marcante com um projeto simples, mas de extrema utilidade para o transporte brasileiro. Consolidado por sua durabilidade e baixa manutenção, o MB 608 vai deixar saudades.

História e conquista de mercado
O MB 608 foi concebido pela Mercedes Benz, em 1972, com a proposta de preencher o mercado do transporte de cargas urbano, realizado no percurso entre cidades. Em pouco tempo, este pequeno caminhão conquistou a confiança do mercado por sua baixa desvalorização, bom valor de revenda e uma mecânica simplificada, com farta disponibilidade de peças. Além destas vantagens, o MB 608 possuía dimensões menores em relação aos caminhões convencionais, o que facilitava a entrega de cargas dentro dos grandes centros urbanos.

Além de seu forte apelo urbano, o MB 608, ou também carinhosamente conhecido como “merecida”, não perdia em nada em estabilidade quando empregado no trânsito em rodovias, nos trajetos curtos entre cidades próximas. Outra novidade em seu lançamento foi seu motor a diesel, de baixa manutenção e grande estabilidade. Os veículos disponíveis no mercado, naquela época, eram movidos a gasolina, o que encarecia o custo do transporte.

Em 1987, o MB sofreu alterações e atualizações, ganhando a nomenclatura de MB 709. Naquele ano, a “merecida” ganhou uma versão com cabine mais espaçosa, o que trouxe maior conforto aos seus ocupantes. Em 2002, após receber novas atualizações e reestilizações e um motor intercooler, o MB recebeu a nomenclatura de 710. O grande apelo deste pequeno notável está em sua baixa manutenção e, em suas versões modernas, maior economia de combustível, o que já era seu maior trunfo, desde seu lançamento.

Com o advento de restrições de veículos de cargas nas grandes metrópoles, o MB se destacou como opção viável aos denominados VUC (Veículo urbano de cargas), com fácil acesso ao consumidor final. Desde sua primeira fabricação, a marca atingiu 183,626 unidades vendidas. Estes números impressionam e constatam a força da Mercedes no mercado de transporte de cargas. Com seus 6,7 toneladas de capacidade de transporte, o veículo possui várias aplicações no mercado, podendo ser equipado com furgão isotérmico, caminhão frigorífico, com carroçaria aberta para carga seca, plataforma de guincho, botijões de gás e bebidas, etc.

Desde 2009 o MB 608 (710) começou a sofrer quedas nas vendas, o que levou a Mercedes a repensar sua fabricação. Em virtude de problemas na adaptação do veículo ao padrão de motores Euro 5, que consomem ainda menos combustível, a “merecida” teve sua aposentadoria decretada. Em seu lugar, a Mercedes lançará a linha Acello. Apesar da aposentadoria anunciada, o MB 608 já marcou sua presença no mercado brasileiro, sendo empregado até hoje no transporte de cargas urbano. Uma marca que sai do mercado para entrar na história do transporte brasileiro.

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